Esclarecendo

16 03 2009

Para ser sincero eu tenho que admitir que não sou tímido, eu sou quieto na frente das pessoas que ainda não me cumprimentaram, até esse ponto, pra você eu ainda seria uma pessoa normal e até então minha suposta credibilidade estaria preservada. Mas é você mesmo quem sempre me dá um “oi” me convidando pra conversar, abrindo inconscientemente as portas para a minha ousadia.

Quando tomo a liberdade de expressar minhas idéias você nunca entende porque não está preparado, você não lê, não assiste, não escuta: pra você o que eu digo é concebido como bobagem, não passo de um palhaço contando a piada do pintinho num velório. Ambos nos desprezamos pela falta de compreensão, eu dizendo o certo e você escutando o errado. E as coisas pioram porque você sempre está esperando algo de mim que não posso te mostrar e, mesmo que eu mostrasse não perceberia porque sua compreensão no momento limita-se aos ocorridos no seu mundinho.

Você nunca vai saber o porque de quando eu falo você não entende: você não lê, lembra? Se não lê, nunca vai saber dessa crônica e, mesmo que soubesse e procurasse ler, não entenderia mesmo!